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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

armas no mundo

Alemanha
Os alemães foram responsáveis por 7% das armas exportadas. Os principais parceiros foram os Estados Unidos (10%), Grécia (8%) e Israel (8%). Os americanos são grandes apreciadores de pistolas, fuzis, rifles, metralhadoras e submetralhadoras alemãs da marca Heckler & Koch (HK). As principais unidades de forças especiais — Seals Navy, Comando Delta e Marines-Recon — se utilizam largamente destes artefatos de origem germânica.
Os gregos têm uma planilha diversificada de importação de armas da Alemanha, como tanques pesados do Tipo Leopard 2, caminhões militares, obuseiros, submarinos, foguetes, mísseis e as tradicionais armas leves. À exemplo dos americanos, os israelenses também são assíduos importadores de fuzis e metralhadoras alemãs que são empregados em suas forças armadas e de segurança. Apesar de se posicionarem na terceira colocação, atrás de Estados Unidos e Rússia, o volume das exportações da Alemanha diminuíram 24% em relação ao período 2004-2008.
O Brasil importou dos alemães mais de 200 tanques pesados do tipo Leopard 1A5 e sistema de baterias antiaéreas do sistema autopropulsado Gepard 1A2.
China
A China é responsável por 6% das armas exportadas e o volume exportado subiu 212% em relação ao período 2004-2008. Os principais destinos das armas de fabricação chinesa são: Paquistão (47%), Bangladesh (13%) e Mianmar (9%).
Os paquistaneses são mais do que compradores de armas chinesas, eles mantém uma parceria de longa data no processo de desenvolvimento e fabricação de tanques, blindados, bombas, mísseis e caças, como o supersônico FC-1. O governo paquistanês forma com a China um muro de contenção geopolítico e militar contra a Índia, grande rival de ambos e a maior motivadora da aliança sino-paquistanesa. Bangladesh e Mianmar, também por motivos estratégicos, são grandes importadores de armas leves, aviões, caças e radares da expansiva indústria bélica chinesa.
Bolívia e Venezuela, países sul-americanos do bloco bolivariano, recentemente compraram da China jatos (K-8) subsônicos de treinamento avançado.
França
A França foi responsável por 5% das armas exportadas e o volume exportado teve queda de 30% em relação ao período 2004-2008. Os principais parceiros foram a China (13%) e Marrocos (11%). Aviões (caças), helicóptero, mísseis, foguetes, blindados leves sobre rodas, navios e submarinos são os principais produtos da indústria bélica francesa exportado a outros países.
O Brasil tem contrato com a França na construção de submarinos convencionais e de propulsão nuclear para a Marinha e a fabricação, em solo brasileiro, de 50 helicópteros de transporte (EADS-Helibras EC-735 Cougar) para as forças armadas brasileiras. Ambos os contratos somam mais de R$ 6 bilhões.
Reino Unido
Outrora grande exportador de armas, o Reino Unido é responsável por 4% dos artefatos exportados, a mesma proporção do período 2004-2008. Os principais clientes são o Reino da Arábia Saudita (42%) e os Estados Unidos (18%).
Recentemente, os sauditas compraram dos ingleses 72 caças supersônicos Eurofighter Typhoon e 22 jatos subsônicos de treinamento avançado e ataque BAe Hawk — válido lembrar que em encomendas bilionárias como esta também se negocia uma gama de mísseis, bombas, munições, manutenção da aeronave e peças sobresselentes. Mísseis anti-tanque de fabricação britânica foram largamente exportados para o exército do país árabe.
Espanha
Os espanhóis foram responsáveis por 3% das armas exportadas e teve um aumento de cerca de 80% no volume exportado em relação ao período 2004-2008. Os principais destinos os produtos militares “made in Spain” são: Noruega (21%) e Austrália (12%). Destaque para os aviões militares de transporte médio e de patrulha marítima.
Em 2008, a Austrália encomendou estaleiro espanhol Navantia, dois navios de  assalto/porta-helicópteros por  € 990 milhões. As belonaves possuem capacidade para operar até seis helicópteros táticos/transporte NH90 ou quatro helicópteros pesados CH-47 Chinook em seu convés de voo.  A marinha australiana poderá utilizar aviões de decolagem curta e pouso vertical F-35B. Além das capacidades aeromóveis, estes navios foram projetados para operações anfíbias, podendo receber até 1.000 soldados e aproximadamente 110 veículos, incluindo tanques pesados.
Ucrânia
A Ucrânia, que nos últimos dias teve voltada para si a atenção do mundo por conta da crise com a Rússia, foi responsável por 3% das armas exportadas e teve aumento de cerca de 75% no volume exportado em relação ao período 2004-2008. Os principais parceiros foram a China (21%) e Paquistão (8%).
Os ucranianos negociaram com os dois países asiáticos armas leves, materiais de artilharia, blindados leves sobre rodas, barcos anfíbios de assalto do tipo hovercrafts, tanques modelo T-80, mísseis e tecnologias militares sensíveis. Depois do colapso soviético, os ucranianos herdaram um grande acervo de armas e conhecimento e técnicas aeronáuticas avançadas em guiagem de mísseis, foguetes e aviões de transporte pesado e estratégico.
Itália
Os italianos fabricaram 3% do total de armas exportadas, o que incluiu polêmicos envios para a Líbia ainda na época de Kadafi. Atualmente os principais parceiros são a  Índia (10%) e Emirados Árabes Unidos (9%). Aviões de transporte médio, fragatas, blindados e sistemas de mísseis são os produtos mais exportados para os dois países asiáticos.
Israel
Israel é responsável por 2% das armas exportadas e já foi acusado de não divulgar todos os seus acordos. Os principais destinos de armas israelenses são a Índia (33%) e Turquia (13%). Os principais produtos exportados são armas leves (fuzis, pistolas e metralhadoras), mísseis, sistemas de vigilância e controle e aviões espiões não tripulados.
E o Brasil?
Até o final da década de 80, o Brasil foi um grande exportador de armas, principalmente para países vizinhos, do Oriente Médio — Iraque e Arábia Saudita — e África. Com o fim da Guerra Fria e sucessivas crises financeiras que se abateram no País, a indústria bélica nacional quase foi extinta.


Embraer A-29 Super Tucano nas cores da Força Aérea Colombiana
No início da década de 2000, porém, houve o renascimento da indústria militar brasileira. Diferentemente de seu período áureo, em que eram exportados blindados, sistemas de artilharia e de lançamento múltiplo de foguetes, atualmente os principais produtos comercializados pela cadeia produtiva militar brasileira são aviões leves de combate (A-29 Super Tucano) e de vigilância e sensoriamento remoto (Emb-145 AEW), ambos fabricados pela Embraer.
Os aviões turboélices Super Tucanos — considerada a melhor aeronave do mundo para missões de ataque leve, reconhecimento e contra-insurgência — foram exportados nos últimos anos para Colômbia, Chile, República Dominicana, Equador, Mauritânia, Indonésia, Burkina Faso, Senegal e Estados Unidos.
Os Emb 145 AEW, jatos equipados com um potente radar de alerta aéreo antecipado, inteligência e sensoriamento remoto, foram vendidos para a Índia, Grécia e México. 
Outro setor que merece menção é a indústria brasileira de armas leves, como a empresa gaúcha Taurus que exporta em grande quantidade pistolas, revólver, escopetas, metralhadoras e carabinas. Produtos da marca têm compradores cativos nos Estados Unidos, tanto por civis quanto por forças policiais. A estatal Imbel, que produz fuzis para as Forças Armadas e para exércitos de dezenas de outros países, tem aumentado sua participação no mercado mundial de armas leves.
Outras duas empresas brasileiras que merecem ser lembradas é a Avibras e Mectron. A primeira produz lançadores múltiplos de foguete (Astros II) que foram exportados em grande escala para Arábia Saudita, Malásia, Indonésia, Angola, Catar, Bahrein e Iraque. Já a segunda corporação se destaca pelo desenvolvimento e fabricaçãode mísseis ar-ar de curto alcance (MAA-1 Piranha), bastante comercializado para o Paquistão.

Além do MAA-1 Piranha, há outros mísseis projetados pela Mectron que deverão angariar uma boa fatia no mercado internacional, tais como: MSS-1.2, arma anti-tanque com guiagem à laser, usado em combates à curta distância; MAN-1, míssil antinavio de 60-70 km de alcance desenvolvido pela Mectron em parceria com a Marinha do Brasil; MAR-1 míssil tático do tipo ar-superfície, anti-radiação de médio alcance, com guiamento passivo por radar e o SCP-01, sistema de radar projetado para ser instalado a bordo do caça subsônico de ataque ítalo-brasileiro AMX para operar como sensor principal de seu subsistema de armamentos.

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